Fichamento sobre o texto Animação Cultural
O capítulo "Animação Cultural" do livro de Vilém Flusser se apresenta em formato de discurso, no qual a mesa-redonda convoca seus colegas objetos a fim de estabelecer uma reflexão e reivindicação a respeito da função dos objetos e seus direitos no mundo. A personagem inicia um questionamento a cerca das relações humano-objeto e como a humanidade estabeleceu uma relação de opressão e dominação sob os objetos, uma vez que estes são postos como existentes apenas para satisfazer as necessidades do ser humano e servi-lo. Se torna claro o posicionamento dos objetos a cerca desde tópico, uma vez que tal justificativa ignora completamente a dialética da produção: produzir não se resume à ação humana sobre o mundo e própria existência dos objetos seria a síntese entre a ação humana sobre o mundo e vice versa. A fim de reafirmar a superioridade dos objetos, é mencionado o mito no qual o homem teria sido formado a partir de uma quantia de barro moldado, assumindo-se assim, objetos. E, a partir desta afirmação, buscam estabelecer seu domínio sobre os demais animais e, posteriormente, sobre os autênticos objetos. É feita uma divisão de terrenos de fenômenos em inanimados (aqueles estudados pela física e ciências exatas), animados (estudados pela biologia e ciências inexatas, como antropologia) e objetos (estudados pelas ciências da cultura) sendo este último o resultado das relações entre os dois antes citados. A fim de alcançar a autonomia objetiva, são destacados os obstáculos a serem enfrentados. A objetificação do campo das pesquisas científicas, não se progredia mais sem auxílio dos aparelhos, porém sua contaminação por valores, que impedem o avanço da revolução objetiva. Em suma, os objetos buscam como fim definitivo de seus esforços revolucionários alcançar a animação cultural, uma inversão da relação homem-objeto, na qual os homens passam a se comportar em função do funcionamento dos próprios objetos.
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